Uma briga antiga entre duas torcidas organizadas do Atlético, Fanáticos e Ultras, foi o estopim que deu início à confusão dentro do Estádio Couto Pereira do Coritiba, no último domingo, após o clássico Atletiba. Foi esta a conclusão a que chegaram os participantes da reunião realizada na Secretaria de Segurança, ontem de manhã, para definir soluções que garantam a segurança nos jogos de futebol.
‘‘Descobrimos que o foco de violência é a briga entre facções da própria torcida do Atlético’’, disse o secretário José Tavares após a reunião. ‘‘O que se viu foi uma disputa de poder dentro das torcidas’’, endossou o presidente da Federação Paranaense de Futebol, Onaireves Rolim de Moura. Por isso, os dois defendem a necessidade de se tomar medidas que não prejudiquem os clubes e nem a torcida em geral.
A briga entre as duas torcidas já havia sido confirmada pelo presidente da Ultras, Gabriel Barbosa, em reportagem publicada ontem pela Folha. Na matéria, Barbosa anunciou a extinção da torcida por considerar que não havia mais segurança para os 1,2 mil torcedores associados frequentarem os estádios. Segundo ele, de uns tempo para cá, os confrontos entre Ultras e Fanáticos foram ficando cada vez mais frequentes e violentos. (M.G)

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