A pouco mais de uma semana do GP de Mônaco, sétima etapa da temporada deste ano da F-1, equipes e pilotos demonstraram ontem preocupação em relação ao uso dos controles de tração e de largada durante a corrida. Os dois dispositivos foram liberados pela FIA há duas semanas, na Espanha, mas nem todas as escudeiras tiveram tempo para se adaptar à nova regra.
‘‘Em Barcelona, fiquei parado no grid pela primeira vez na minha carreira e não foi nada confortável’’, afirmou o italiano Jarno Trulli, da Jordan, que assim como seu companheiro Heiz-Harald Frentzen, não conseguiu largar. ‘‘Se isso se repetir em Mônaco, pode ser muito perigoso. Não vou utilizar nenhum dos dois sistemas durante a prova.’’
Além da dupla de pilotos da equipe irlandesa, Mika Hakkinen, da McLaren, e Nick Heidfeld, da Sauber, também tiveram problemas. ‘‘Os dois mecanismos ainda são um pouco imprevisíveis. Conseguimos melhorá-los a ponto de torná-los mais eficientes do que o controle manual, mas não dá para saber se vão funcionar no dia da prova’’, afirmou o diretor de testes da escuderia suíça, Jacky Eeckelaert.
Como a reta de chegada do circuito de rua de Mônaco é muito estreita, o risco de acidentes na largada é grande.

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