Dirigentes vão discutir redução dos custos na F-1
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quarta-feira, 08 de maio de 2002
Agência Estado 
Spielberg - Duas são as maiores surpresas que podem ocorrer durante a disputa do GP da Áustria, já a partir de amanhã, com a realização dos primeiros treinos livres da prova, a sexta da temporada, no circuito A1-Ring. A primeira diz respeito à competição na pista: será que os pilotos da Williams, Ralf Schumacher e Juan Pablo Montoya, vão oferecer resistência a uma nova vitória de Michael Schumacher e da Ferrari? A outra envolve os dirigentes da Fórmula 1. Não há a menor perspectiva de consenso na definição do que fazer para a redução dos custos.
Com quatro vitórias em cinco etapas, o anormal será se Schumacher, domingo, não quebrar o tabú de nunca ter vencido o GP da Áustria. Ou se, de repente, um pouco da sorte que o tem acompanhado este ano, ao lado da sua enorme competência, transferir-se para o companheiro de escuderia, Rubens Barrichello. Para esfriar os ânimos de Ralf e Montoya, que acreditam ser possível tentar enfrentar a Ferrari no traçado austríaco, a previsão do tempo, apresentada ontem à noite na TV, apontava grandes chances de chover nos próximos dias. Os pneus Bridgestone da Ferrari, dizem os próprios pilotos, são mais eficientes que os da Michelin, da Williams e da McLaren, no asfalto molhado.
Eddie Jordan, da Jordan, e Paul Stoddart, da Minardi, responderam, ontem, duramente às acusações de Niki Lauda de que são maus administradores. São esses homens que sentarão para discutir com Bernie Ecclestone a série de medidas que visa à contenção das despesas das escuderias, uma vez que os reflexos da recessão mundial já atingiram a competição. Se não agirmos rápido a Fórmula 1 passará por uma crise nunca antes experimentada, declarou surpreendentemente Ecclestone, semana passada, daí ele agendar com os representantes dos times uma reunião neste sábado em Spielberg.


