Curitiba - O Campeonato Paranaense terminou, o Atlético sagrou-se campeão estadual mas a competição insiste em não acabar. Pelo menos entre os dirigentes, que travam guerra de nervos desde o início e após a decisão. O Furacão acusa o elenco alviverde de vandalismo na Kyocera Arena, enquanto o Coritiba diz ter sido mal recebido pelos adversários no último domingo.
Tudo começou na semana que antecedeu a primeira partida da final. Contagiados pelas medidas do presidente do Vasco, Eurico Miranda, ambas as partes fizeram um acordo ''amigável'': somente os goleiros adversários poderiam aquecer em campo, enquanto os jogadores do rival teriam que fazer o mesmo nos vestiários.
No primeiro jogo da final, os jogadores do Atlético foram impedidos, à força dos seguranças, de entrar em campo para aquecer e, de acordo com o assessor de imprensa do Atlético, Toni Casagrande, quase foram agredidos no Pinheirão. Além disso, o acesso ao camarote dos dirigentes rubro-negros foi realizado no meio da torcida adversária, o que poderia facilitar confusão entre a diretoria e os coxa-brancas.
A rivalidade nos bastidores teria continuado na partida do último domingo. De acordo com o assessor de imprensa do Coritiba, Adriano Rattmann, entre outros problemas na Arena, faltaram luz, água e ar-condicionado, além do sistema de som estar tão alto a ponto de impedir a conversa do treinador Antônio Lopes com o grupo. O presidente Giovani Gionédis também reclamou da ausência dos troféus, que só chegaram ao gramado da Arena quando o título foi confirmado ao Atlético.
De acordo com Casagrande, os jogadores ficaram nos vestiários porque isso já fazia parte do acordo e o assessor de imprensa do Coxa teria sido impedido de entrar porque teria chegado após a entrada do time no vestiário.
O assessor do Rubro-Negro também assegurou que o abastecimento de água, luz e ventilação funcionaram normalmente. O sistema de som, segundo ele, responde por apenas um ponto naquela área do estádio, na Sala de Imprensa, adjacente ao local onde estava o elenco alviverde. Com relação ao troféu, a chegada ao campo teria sido realizada da forma como havia sido combinada com a Federação Paranaense de Futebol (FPF).
Após a partida, várias cadeiras destinadas à torcida adversária estavam destruídas e a diretoria rubro-negra encontrou os vestiários depredados, com pias, espelhos e chuveiros quebrados. Ontem, os jogadores alviverdes negaram ser os responsáveis pelo vandalismo.
A diretoria do Coritiba já adiantou que deve analisar o que vai fazer a respeito dos maus tratos na Arena e vai entrar com representação sobre a ausência do troféu antes do término da partida no Tribunal de Justiça Desportiva (TJD). O Atlético vai acionar a polícia e entrar com queixa contra os atos de vandalismo cometidos em seu estádio.

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