O corte no orçamento da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) pegou todos os cartolas da cidade de surpresa. A maioria contava com um aumento na cota e agora terá que pegar a calculadora para refazer as contas.
O técnico e dirigente do Unopar Londrina/Sercomtel, Giancarlos Ramirez, já viu sua cota diminuir em 2010 e esperava ser recompensado no ano que vem, principalmente após seus comandados terem disputado o Mundial de Clubes, em maio, no Catar.
''Tirar R$ 700 mil de uma secretaria que tenha uma verba grande, não afeta tanto. Mas tirar esse dinheiro da FEL, 'mata o esporte'. Acho que a fundação vai brigar para mudar isso'', analisou. ''Vai acabar ficando inviável o esporte na cidade, justo em uma época em que o Brasil está com o espírito olímpico em evidência''.
Diretor técnico das equipes de futsal do Colégio Londrinense/FEL/Sercomtel e vôlei feminino do Unifil Londrina/Sercomtel, Júlio Brevilheri também mostrou-se bastante preocupado. Ele tinha planos de colocar a equipe de futsal na Liga Nacional no ano que vem, o que será abortado. ''Em nenhuma modalidade de alto nível, vai dar para trabalhar. O município poderia optar por fazer duas modalidades bem feitas, potencializando o investimento.''
No futsal feminino, a diretora do Sercomtel/Londrina, Vanda Sanches, já convive com o caixa vazio desde o começo do ano. ''O esporte de Londrina sempre foi forte porque teve apoio. Com esse corte, muitas equipes de alto rendimento não vão conseguir se manter no mesmo patamar.'' (T.M.)

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