São Paulo - Os dirigentes do Palmeiras tentam esconder, com discurso confiante, mas o sentimento no clube é de desespero com a possível queda no Campeonato Brasileiro. Por isso, vale até interferir no trabalho do técnico Gilson Kleina para tentar salvar o time da Série B.
Desde que chegou ao clube, há pouco mais de um mês, Gilson Kleina e seus auxiliares têm ouvido muitos palpites de possíveis mudanças na equipe. A diretoria não chega a obrigar que o treinador afaste ou escale alguém, mas constantemente faz comentários referentes a um ou outro jogador. O último caso envolve o lateral-direito Artur.
Um dirigente ouvido pela reportagem, admitiu que a atuação do jogador contra o Internacional foi considerada uma tragédia e que seria o momento de Correa atuar pela lateral direita. Coincidentemente, no lado esquerdo, Juninho caiu muito de rendimento e acabou perdendo a posição para o experiente Leandro "Nessa hora a gente não pode ter medo de mexer no time e já deu para perceber que o Kleina não tem. Basta ver que ele deu oportunidade para os moleques (João Denoni e Patrick Vieira). Mas é sempre bom deixar claro o que estamos pensando", disse o dirigente.
Resta saber se o treinador vai fazer a mudança para a partida contra o Botafogo, neste domingo, em Araraquara (SP). Outra alteração que contou com a interferência da equipe foi a entrada de Wesley. O volante reclamava que estava inseguro ao voltar da recuperação de uma cirurgia no joelho direito, mas Gilson Kleina teve uma conversa com o jogador e, respaldado pela diretoria, conseguiu convencer o atleta de que ele precisava voltar logo ao time.

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