Brasília, 19 (AE) - Os dirigentes do Gama e o advogado Paulo Goyaz, que representa o PFL e os consumidores do Distrito Federal, receberam com otimismo a decisão de hoje do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de suspender as liminares conseguidas pelo Botafogo na 10.ª Vara Cível de Justiça do Rio de Janeiro e pelo Gama na 3.ª Vara de Fazenda Pública da Justiça Federal do Distrito Federal. "Não podemos nos considerar derrotados", afirma o vice-presidente do Gama, Agrício Braga. "O Tribunal poderia simplesmente cassar a nossa liminar e encerrar o caso."
Segundo o dirigente, o fato de o STJ deixar para resolver o caso na quarta-feira mostra a boa vontade com que o órgão está cuidando do caso. "Eu acredito na seriedade deste Tribunal, que não é essencialmente ligado à pessoas do Rio de Janeiro", afirmou. "Sei que eles vão examinar os documentos com cuidado"
concluiu Braga.
No sábado, por meio do Sindicato dos Treinadores de Futebol do Distrito Federal e do Partido da Frente Liberal do mesmo Estado (PFL-DF), o clube de Brasília entrou na Justiça comum alegando que a decisão do Tribunal de Justiça Desportiva estava ferindo o código de defesa do consumidor.
De acordo com o advogado do Gama, Paulo Goyaz, no momento em que o clube se inscreveu no Campeonato Brasileiro, foi firmado um contrato entre ele, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a torcida. "O torcedor que compareceu ao estádio e prestigiou o time está sendo lesado."
Hoje, o advogado afirmou que a decisão do STJ pode ser considerada normal, já que o ministro, até aquele momento, só se havia certificado do parecer dos cariocas. "Quando ele (o ministro Nilson Naves) analisar nosso recurso, acredito que teremos 95% de ganhar o processo", afirmou Goyaz. "A CBF está errada se pensa que está brincando com advogados amadores", disse, explicando que o ministro exigiu a anexação de outros documentos à liminar do Botafogo-RJ.
O advogado também insiste na investigação de outros aspectos relativos ao caso. "É estranho como, em uma sexta-feira, às 17h40, uma liminar entra no Fórum do Rio, é despachada pelo juiz 16 minutos após e chega à CBF depois de 44 minutos", afirma. "Até o dia 17, não havia nenhuma ação na CBF divulgada."

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