Dirigentes do Cruzeiro classificaram ontem como ‘‘infeliz’’ a declaração do ministro da Previdência, Waldeck Ornélas, segundo a qual o contrato do técnico Luiz Felipe Scolari com o clube seria um exemplo de supostas fraudes que ocorrem no futebol brasileiro.
Ornélas disse que o Cruzeiro, que pagaria R$ 300 mil mensais a Scolari, teria contratado o treinador como pessoa jurídica para escapar do pagamento de encargos trabalhistas. ‘‘Foi uma declaração infeliz, caso o ministro realmente a tenha feito’’, disse o vice-presidente Alvimar Perrella.
‘‘O Luiz Felipe recebe o salário na carteira de trabalho e outra parte por uso de sua imagem, pagamento que é efetuado à empresa que ele possui mediante nota de prestação de serviços’’, completou, acrescentando ainda que ‘‘se a documentação for requisitada, o Cruzeiro irá provar que tudo está dentro da Lei’’. -
O treinador insistiu que a derrota de 3 a 2 para o Palmeiras, quarta à noite, em São Paulo, pelas quartas-de-final da Mercosul, não foi de todo negativa para os mineiros. ‘‘Temos plenas condições de reverter isso dentro de casa’’, afirmou Scolari.
A diretoria do Cruzeiro anunciou que irá reduzir os preços dos ingressos, no segundo confronto com o Alviverde, e fazer com que pelo menos 50 mil cruzeirenses ajudem a equipe a bater o Palmeiras.
Mercosul – O Cruzeiro foi derrotado na quarta-feira à noite pelo Palmeiras por 3 a 2, no Parque Antártica, em partida válida pela Copa Mercosul. Os gols do time paulista foram marcados por Juninho, Tuta e Magrão, com Sorin e Geovanni anotando para os mineiros. No outro jogo da competição, o Atlético Mineiro passou pelo Boca Juniors, da Argentina, por 2 a 0, gols de Marques e Cápria.

mockup