São Paulo - Esta semana será decisiva para os ministérios públicos Federal e Estadual, e também para Brasília, tomarem medidas duras contra os dirigentes corintianos Alberto Dualib e Nesi Curi. Assim como contra os demais envolvidos nas gravações e escutas que a Polícia Federal fez nos últimos 14 meses sobre a parceria do clube paulista com a MSI, em que revela uma série de condutas ilegais, traidoras e criminosas.
O MP Federal tem provas suficientes para caracterizar no negócio de quase três anos crimes por evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A MSI sempre foi comandada no Brasil pelo iraniano Kia Joorabchian sob as ordens e dólares do magnata russo Boris Berezovski, acusado na Rússia de cometer fraudes contra o governo e enriquecimento ilícito.
O procurador da República Silvio Luís Martins de Oliveira pode pedir hoje a prisão preventiva dos dirigentes do Corinthians e envolvidos na 'Operação Perestroika', produzida pela Polícia Federal. Nela há diálogos comprometedores, como o de Renato Duprat, sem cargo na parceria, mas homem de confiança do Dualib, com um interlocutor por telefone em que diz ''eles (Boris e Cia.) vão comprar mais quatro clubes no Brasil para lavar dinheiro''.

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