São Paulo - Se não fosse pela possibilidade de garantir vaga na Taça Libertadores do ano que vem, provavelmente nenhum time do País voltaria a disputar a Copa dos Campeões. Os dirigentes são unânimes em criticar a forma de organização da competição, longa, com muitos times e financeiramente inviável, segundo eles.
O diretor de Futebol do Palmeiras, Sebastião Lapolla, diz que o dinheiro recebido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) pela primeira fase R$ 200 mil mal vai dar para pagar as despesas com as diárias de hotel em Teresina. ''A organização se comprometeu a pagar os gastos de 25 integrantes de cada time. Aqui, do Palmeiras, foram mais de 30'', explicou Lapolla, que achou absurdo o grande intervalo entre as partidas da competição. ''Não se pode ficar tantos dias parado, gastando dinheiro e sem jogar.''
O Palmeiras pode ainda reduzir as perdas financeiras do torneio, desde que avance na competição. A CBF deve pagar mais R$ 200 mil por fase para cada time.
Os dirigentes do São Paulo, Corinthians e Atlético Paranaense, todos desclassificados na primeira fase, já admitiram o prejuízo e estão irritados com a CBF. ''O dinheiro que recebemos não vai dar nem para cobrir o prêmio aos jogadores'', disse o presidente do Atlético Paranaense, Mário Celso Petraglia. ''Não se pode fazer uma Copa dos Campeões com 16 clubes'', lamentou o presidente são-paulino, Marcelo Portugal Gouvea.
O Flamengo, que em campo vem chamando a atenção na competição, fora dele sofre com o pouco dinheiro recebido. ''Não há a menor dúvida que vamos sair no prejuízo'', disse o vice-presidente de Futebol Walter Oaquim. O Flamengo, sediado em Fortaleza, está bancando as despesas de 10 integrantes da delegação. ''Se estivéssemos fazendo amistosos, ganharíamos uns R$ 200 mil por cada partida'', afirmou Oaquim.

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