Presente a todas as etapas da Volta Internacional do Paraná, o presidente da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC), José Luiz Vasconcellos, que é de Londrina, comentou ontem o fato da cidade sediar uma competição como essa, de nível internacional, e não ter sequer um atleta representando uma equipe do município. ''Lamentamos, mas entendemos que é uma questão de momento. Pode ter certeza que dentro de alguns anos voltaremos a ter ciclistas adultos na elite'', afirmou.
A cidade está fora de competições nacionais desde o início do ano, quando o Clube Londrinense de Mountain Bike e Ciclismo (CLMTBC) foi obrigado a redirecionar o seu trabalho apenas para a base, devido à nova política do município de investir na formação de atletas somente até 17 anos. Com isso, os adultos migraram todos para outras equipes do País.
Vasconcellos é ex-atleta correu por Londrina e depois pela Caloi, de São Paulo, e desde que deixou as pistas, em 1992, assumiu o comando da equipe local de ciclismo, permanecendo na coordenação até 2004. ''Durante todo este período Londrina sempre foi uma referência no ciclismo. Trouxemos alguns atletas de fora, como a Rosane Kirch (de Cruzeiro do Oeste-PR), que hoje está na Itália, mas 80% da equipe era formada aqui. Aí está o diferencial do trabalho. Hoje a Prefeitura talvez tenha desistido de investir no adulto porque não estavam tendo atletas formados em Londrina'', observou.
O presidente do CLMTBC, Sandro Marcelo da Rocha, reconhece que no momento atual, ''com pouca verba privada'', Londrina não teria como participar de uma prova como a Volta Ciclística. ''É melhor agora focarmos somente no trabalho com a molecada para daqui uns anos colhermos os frutos''. (J.K.)

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