Dirigentes brasileiros admitem problemas
Os próprios dirigentes brasileiros já admitiram que os problemas existem. "O maior problema é a qualidade dos aeroportos", reconheceu em abril Luis Fernandes, secretário executivo do Ministério de Esportes e representante do governo no Comitê Organizador Local (COL). "O plano de modernização dos aeroportos vai até 2018, mas em 2014 tudo funcionará bem", prometeu Fernandes.
Além dos aeroportos das seis cidades-sede da Copa das Confederações, foram previstos outros 27 terminais de conexão. A capacidade de estacionamento dos aviões aumentou em 140% e o quadro de funcionários em 77%.
Mesmo com essas garantias, o País continua recebendo críticas. "Será que o Brasil vai poder viabilizar o deslocamento de milhares de pessoas ao redor do país? Duvido. Só o fato de que é impossível comprar passagem para voos domésticos com uma cartão de crédito internacional já complica tudo", explicou Christopher Gaffney urbanista americano que estuda os impactos da Copa e dos Jogos de 2016 sobre o Brasil.
A capacidade hoteleira vem aumentando, inclusive com a transformação de motéis, mas o que mais preocupa é o preço abusivo da diária em cidades como o Rio de Janeiro, que chega a ser mais cara do que em Nova York, Londres e Paris. A Embratur pediu um "pacto nacional" para reduzir as tarifas.
A cobertura internet 4G foi instalada às pressas nas cidades-sede e o governo vem pressionando as operadoras, cobrando melhorias no serviço, já que a própria conexão 3G ainda é problemática em várias capitais do País.
Em termos de segurança, 3 mil policiais, 5 mil militares e 2 mil agentes privados serão mobilizados. O esquema foi reforçado após os atentados da Maratona de Boston e contará até com o apoio de aviões não tripulados (drones).
O essencial foi feito para salvar as aparências, mas o impacto dos eventos sobre a população corre o risco de não corresponder às expectativas. (F.P.)





