Dirigentes atleticanos atribuem crise à imprensa
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quinta-feira, 12 de maio de 2005
Claudio Yuge<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A ferida aberta com a derrota por 4 a 0 para o Independiente Medellín na última terça-feira, perante à torcida, parece estar dando mais trabalho do que se imaginava no Atlético. Ontem, os presidentes dos conselhos Deliberativo e Gestor, Mário Celso Petraglia e João Augusto Fleury da Rocha, respectivamente, convocaram uma coletiva de imprensa. Porém, ao invés de explicar estratégias a curto prazo para reabilitar o time, os dirigentes usaram a reunião para ''puxar a orelha'' da imprensa.
A semana começou com as vaias dos torcedores contra a atual diretoria, que demitiu o treinador Edinho e sua comissão técnica, deu ''férias'' de 30 dias para o auxiliar Lio Evaristo e cortou 12 jogadores do atual elenco. Sentindo-se extremamentes prejudicados pelas críticas, os presidentes decidiram discutir as notícias veiculadas sobre a atual crise rubro-negra.
Fleury iniciou o discurso lembrando dos feitos dos dez anos da atual diretoria, inclusive os títulos, da Série A e da Série B do Brasileirão, de 2001 e 1995, respectivamente. Em seguida, Petraglia roubou a cena ao iniciar uma série de ataques contra repórteres ''levianos'', ''mentirosos'', entre outras ''qualidades''. Em certo momento, alterado, chegou a discutir pessoalmente com um jornalista de uma rádio de Curitiba, que estaria confabulando contra o Furacão.
Mais calmo, questionou o posicionamento em relação ao rival, comparando com a classificação obtida na Libertadores depois da vitória do Libertad sobre o América de Cali. ''O Coritiba não se classifica (na Copa do Brasil) contra o Treze, da Paraíba, e nada é dito.'' Mais tarde, completou. ''Não foi uma classificação humilhante. E os dez pontos que ganhamos, não valem nada?''
Petraglia, ainda enfurecido com a imprensa, adiantou que a atual diretoria quer ampliar o Centro de Treinamentos do Caju, terminar a construção da Kyocera Arena e tem planos para criar o Museu do Atlético e uma universidade do futebol. Ele também disse que o clube se prepara para a Copa do Mundo de 2014, que garante acontecer no Brasil. No entanto, não revelou nomes cotados a assumir o comando técnico da equipe e nem reforços para o Atlético sair da lanterna do Brasileirão.


