Dirigente sul-africano põe Brasil no Grupo B
Cidade do Cabo - Uma declaração do diretor executivo do Comitê Organizador da Copa da África do Sul, Danny Jordaan, pode colocar em dúvida a transparência do sorteio dos grupos. Ele disse que o Brasil estará no Grupo B do Mundial. Logo em seguida, o secretário geral da Fifa, Jerome Valcke, negou a informação, afirmando que o destino da seleção brasileira só vai ser conhecido no sorteio.
''Já sabemos que o Brasil será o cabeça de chave B1'', disse Danny Jordaan aos jornalistas brasileiros, logo após a entrevista coletiva em que foram anunciadas as seleções que encabeçarão os oito grupos do Mundial de 2010. Ele repetiu a declaração pelo menos mais duas vezes. Mas, praticamente ao mesmo tempo, Valcke também repetia: ''O Brasil pode ser o cabeça B, ou C, D, E... Isso só será conhecido na sexta-feira. É assim que tem de ser.''
Valcke negou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tenha feito pressão para que o Brasil ficasse nos grupos B ou E, os mais confortáveis em termos de estádios e localização das cidades. ''Ninguém conversou com a Fifa sobre isso. Os brasileiros estão seguindo as regras'', garantiu o dirigente, lembrando que os grupos dos cabeças de chave serão sorteados - a exceção é a África do Sul, que está no A.
Pelos critérios do sorteio, o Brasil não enfrentará uma seleção sul-americana na primeira fase da Copa. Mas vai encarar, necessariamente, uma equipe africana e uma europeia.
Ainda ontem, o presidente da Fifa Joseph Blatter esclareceu que o sistema de arbitragem com um juiz principal e dois assistentes será mantido na Copa de 2010, mas ressaltou que o sistema com cinco árbitros atualmente testado pela UEFA na Liga Europa vai continuar no próximo ano. (A.L./A.E.)





