Ariobaldo Frisselli, o Dedé, presidente da Fundação de Esportes de Londrina (FEL) - responsável pela manutenção do Estádio do Café -, não é favorável à sua liberação para Londrina e Portuguesa sem cobrança de taxa. ''Acho que precisa mudar essa cultura de que o município sempre tem que ajudar as equipes locais, só porque são deficitárias. Todos acham que só devemos ajudar, mas quando algum time consegue vender um jogador, ninguém vem oferecer uma parte para a prefeitura'', queixou-se.
Recentemente o time júnior do LEC soliticou o Café para mandar seus jogos e o ex-técnico do profissional, Dirceu Mattos, solicitou o campo para treinamentos. Mas ambos receberam uma negativa de Dedé.
Para ele, o Café precisa ser pensado de forma profissional e se manter com a arrecadação do aluguel pago pelo seu uso, como acontece com o Moringão. Outra saída seria arrendar o estádio ou cedê-lo em regime de comodato para um time profissional. ''O VGD e a Vila Santa Terezinha, por exemplo, pertencem ao município, mas estão cedidos para o Londrina e a Portuguesa utilizarem. E ficaram muito melhores nas mãos deles do que na mão da prefeitura'', reconhece.
É o mesmo caso do Autódromo Ayrton Senna, que deixou de ser um peso para a FEL desde que ela o arrendou para o Automóvel Clube do Café, há três anos. As instalações do circuito melhoraram e as depredações, que eram a eterna ''dor de cabeça'' para a administração (por falta de segurança) tiveram fim. ''Ficou bem melhor com eles (Automóvel Clube) no comando. Além de estarem mais presentes, cuidando do local, têm mais contatos e com isso conseguem trazer mais eventos nacionais para Londrina'', elogiou Dedé.
O presidente da FEL argumenta que a manutenção do estádio pela FEL se tornou complicada. ''Sem uso, o Café hoje para nós é um elefante branco. Não há como negar'', admitiu à FOLHA. E explicou o porquê: ''Não temos funcionários no quadro da Fundação, só servidores emprestados por outros órgãos e alguns cargos comissionados. Hoje no Café temos um funcionário apenas para cuidar da manutenção de toda aquela área, além do Gumercindo e do Zeferino (Pasquini, administrador do espaço há mais de 20 anos)''. (J.K.)

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