Dirigente quer Zé Roberto na seleção
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segunda-feira, 13 de setembro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - O técnico José Roberto Guimarães permanece no comando da seleção feminina, ao menos para o presidente da Confederação Brasileira de Vôlei (CBV), Ary Graça. ''Não há a menor possibilidade de o Zé Roberto ir embora'', afirmou, ontem, o dirigente, acrescentando que o técnico realizou um trabalho ''muito bom'', não pode ser responsabilizado pelo quarto lugar da equipe na Olimpíada de Atenas e tem o perfil ideal para fazer a renovação do grupo, que se modificará com a saída de jogadoras como Fernanda Venturini e Virna. ''O Zé Roberto tem dois anos para esse trabalho'', afirmou, referindo-se ao Mundial de 2006.
O treinador reassumiu ontem o comando da Finasa/Osasco atual campeã paulista e brasileira e tem contrato com o clube até o fim de abril de 2005. ''Quando acabar a temporada de clubes, ele pode voltar para a seleção'', observou Ary Graça. O dirigente confirmou que não conversou com o técnico depois da Olimpíada, mas deixou claro que não vê motivos para mudanças. Zé Roberto, por sua vez, ainda não entregou o relatório técnico à CBV, mas seu contrato com a entidade terminou com o fim dos Jogos Olímpicos.
Em Atenas, o Brasil perdeu a chance de decidir a medalha de ouro ao ser derrotado pela Rússia, no tie-break, de forma dramática. O time tinha vantagem de 2 a 0 na partida e vencia o quarto set por 24 a 19, mas perdeu sete match points na série. No tie-break, deixou escapar a chance de ir à decisão. Arrasada pela forma como foi derrotada, a seleção não conseguiu se motivar e perdeu o bronze para Cuba.
''O Zé Roberto está amargurado, triste, aborrecido com o que aconteceu e ainda não conversamos formalmente. Ainda no aeroporto, porém, disse a ele que continuaria tudo igual'', disse o dirigente. Zé Roberto anunciou a volta à Finasa, dizendo que era prematuro falar de seleção.
Ary Graça admitiu que a renovação no vôlei feminino em que, ao contrário do masculino, não há talentos sobrando não será tarefa fácil. Mas observou que dificuldades existem no mundo inteiro e o Brasil tem uma excelente geração de jogadoras altas: as campeãs mundiais juvenis. ''Caberá ao Zé Roberto dirigir esse novo time.''


