Dirigente nega irregularidades
Nelson Cilo
O presidente da Sociedade Amigos do Londrina (SAL), Marcos Alexandre Domingues, reagiu ontem às insinuações de que há irregularidades na prestação das contas do clube, relativas ao primeiro semestre do ano passado. O dirigente prometeu esclarecer dúvidas levantadas pela auditoria da Prefeitura.
A SAL tem um mês de prazo para responder ao ofício encaminhado no dia 24 de abril pelo auditor Kakunen Kyosen. O repasse da Prefeitura ao departamento amador do Londrina foi de R$ 232.000,00. A SAL apresentou contas que chegaram a R$ 242.894,06. Segundo a auditoria, não está bem justificado o montante de R$ 178.279,30.
As supostas irregularidades referem-se, principalmente, à ausência de maiores detalhes dos serviços executados, dos dados do prestador do serviço (CPF, RG, etc.), além de notas fiscais ou recibos adulterados, preenchimento irregular e documentos duplamente lançados.
Ao analisar os principais pontos conflitantes do parecer parcial, Marcos Alexandre entende que a auditoria exagerou: ‘‘Contratamos a Planase, uma empresa contábil idônea, para executar os serviços. Temos 497 documentos à disposição dos interessados’’.
Para apontar exemplos do que considera ‘exagero’, Marcos Alexandre lembra que a auditoria exige a a primeira e segunda vias de uma conta telefônica paga. ‘‘Só mandamos a terceira folha porque é na última que consta o valor total das despesas. Nas demais, estão relacionados só os telefonemas’’. O presidente do Conselho Deliberativo do Londrina, Antonio Amaral, saiu em defesa da SAL. ‘‘O parecer da auditoria em nada compromete juridicamente a SAL. O pedido de esclarecimentos é um procedimento normal’’.

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