Ribeirão Preto, 05 (AE) - A trajetória de Valdonier Luxemburgo da Silva, o Pery, irmão do famoso Wanderley, da seleção brasileira, foi curta como técnico do Taquaritinga, que disputa a Série B1A do Campeonato Paulista. Não houve sintonia entre Pery e o presidente do clube, Valdovir Luiz Bussadori, o Nenê. "Nem como dupla sertaneja", avisa Nenê, que escracha o Luxemburgo sem fama: "Só se ele for técnico no amadorismo ou fazer uns dois anos de estágio com o irmão." Pery retruca: "Faltou entrosamento e houve intromissão dele."
Nenhum dos dois esconde o problema. "Ele se intrometeu no meu esquema tático e não contratou os jogadores pedidos", comentou Pery, que tenta esconder a decepção da primeira experiência. No único jogo no comando do Taquaritinga, na primeira rodada da B1A, no domingo passado, em casa, seu time perdeu de 6 a 3 para o Grêmio Mauaense. "Vou continuar na carreira, não desanimarei", afirma ele, que ficou pouco mais de dois meses na cidade.
"A estrutura é excelente, mas o problema é o presidente", acusa Pery, que amanhã terá uma reunião com um empresário e pode acertar contrato com outro clube, embora não revele qual. Nenê, por sua vez, não deixa barato. "Na sexta-feira, eu falei para ele mudar o esquema tático, pois, se não ganhasse, eu mudaria", comentou o presidente do CAT. "Era para ganhar de 50 a 0, não perder de seis." Para Nenê, era inadmíssel o esquema de Pery: "Ele escalou o time no 3-6-1 e eu defendia o 4-4-2; foi uma vergonha." E vai além: "Fora de campo, o Pery é excelente, não tem pessoa melhor, porém, dentro, ele não conhece nada", conclui o dirigente, que contratou Edson Aguiar para o cargo.

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