São Paulo - Endividado, eliminado na Copa do Brasil e no Campeonato Paulista, mas com muita ambição. Esse é o Palmeiras pintado ontem pelo gerente de futebol Toninho Cecílio, que prometeu: o clube vai ser ''mais agressivo nas contratações'' e contratará ''pelo menos cinco ou seis reforços''.
Em outras palavras, acabou de vez a política do ''bom e barato'', uma marca das administrações anteriores. ''Vamos tentar trazer jogadores de peso, que dêem mais representatividade e respeitabilidade ao nosso time'', disse Toninho, sem citar nomes. ''O que posso garantir é que pelo menos dois atacantes novos estarão à disposição do Caio Júnior para o próximo jogo.''
O prazo é longo, afinal de contas o Palmeiras só volta a jogar daqui a um mês: dia 13 de maio, contra o Flamengo, no Rio, estréia do time no Brasileirão. Nesse período, diretoria e comissão técnica trabalharão a contratação de reforços.
O gerente admitiu, porém, que alguns jogadores, como Michael, atraíram o interesse de clubes estrangeiros (como o Monaco, da França) ''e podem ser negociados, dependendo da oferta, claro.'' Sobre reforços, Toninho disse que está de olho ''em algumas promessas do Paulistão e de outros estados''. O atacante Everton, do Bragantino, é um dos cotados.
Toninho diz que dinheiro não vai ser problema, apesar de o clube acumular uma dívida que chega a R$ 12 milhões, resultado de um déficit de quase R$ 35 milhões só no departamento de futebol em 2006. ''A gente tem uma dívida, mas o clube não pode parar.''

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