Rio, 01 (AE) - O presidente da Confederação Brasileira de Vôlei, Ary Graça Filho, aproveitou a cerimônia de apresentação de um título inédito concedido ao Brasil pela Federação Internacional de Vôlei para fazer um desabafo em defesa do esporte nacional e atacar os "detratores de plantão" de sua administração. Hoje, no auditório do Centro Cultural Banco do Brasil, no centro da cidade, ao lado do técnico Radamés Lattari e de atletas como Ana Moser, Ana Paula e Adriana Behar, Graça disse que o prêmio ajuda a "acabar com o complexo de vira-lata do brasileiro".
O título foi concedido em razão da campanha do País nos últimos três anos em competições internacionais, considerada a mais bem sucedida, com a conquista de 128 medalhas (117 no vôlei de praia).
"Nós somos os melhores, estamos ensinando ao mundo como se organiza uma confederação", afirmou o dirigente. "Não podemos deixar que detratores de plantão destruam a imagem de um esporte vencedor, precisamos acabar com essa compulsão atávica de falar mal de nós mesmos." Segundo Graça, o vôlei "está oferecendo uma oportunidade de orgulho" ao País. "O Brasil tem muitos problemas, a distribuição de renda, por exemplo, é uma vergonha, mas também tem coisas maravilhosas, que são motivo de orgulho, como o vôlei."
Sydney - Ana Moser diz que há "certo preconceito" contra o vôlei nacional no exterior. "Somos vistos lá fora como terceiro mundo do esporte, nunca fomos tratados com muito respeito, e acho que tivemos um reconhecimento de grande valor", disse. "Espero que a Olimpíada de Sydney confirme isso." O técnico Radamés Lattari diz que o prêmio "aumenta a responsabilidade" dos atletas que vão disputar as olimpíadas. Graça ressaltou a "renovação" que estaria ocorrendo no esporte. "Jovens como Leandro, Dante e Lorraine são o futuro do vôlei." "Até que enfim nosso trabalho teve um reconhecimento da federação internacional", disse Adriana Behar. "O vôlei é o esporte que mais títulos trouxe ao Brasil, e espero que nossa hegemonia mundial continue por muito tempo."

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