Dirigente fala em conquistas no atletismo
Antonio Carlos Gomes fala com o otimismo também sobre a participação do atletismo brasileiro no Rio de Janeiro, em 2016. Superintendente de alto rendimento da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) desde março do ano passado, o dirigente minimiza a péssima participação brasileira no último mundial da modalidade, realizado na Rússia, no qual o país ficou zerado no quadro de medalhas.
Ele lembra que o atletismo nacional tem 16 atletas entre os 20 melhores do mundo, sendo que seis deles estão no Top-10. "São os caras que temos que colocar um sinal verde, que significa chances de brigar por medalha", sustenta. A última medalha olímpica do atletismo foi com Maurren Maggi, campeã olímpica do salto em distância em Pequim-2008.
Para ele, a explicação da falta de bons resultados nas últimas competições internacionais está na falta de planejamento. "O que aconteceu foi falta de projetos. A gente tinha meia dúzia de caras talentosos e ficou nisso, esqueceram de fazer a base", argumenta.
Para tentar corrigir o problema, o COB investirá cerca de R$ 2 milhões por ano no programa do atletismo. A CBAt ainda tem no orçamento anual R$ 6,5 milhões do Plano Medalhas do Ministério do Esporte, cerca de R$ 3,8 da Lei Agnelo Piva e R$ 16 milhões do patrocínio da Caixa. "A ideia do atletismo é voltar a medalhar", diz Gomes.
O londrinense assumiu o cargo na CBAt com a missão de reformular o sistema de formação. E, segundo ele, o projeto já está em andamento. Gomes conta que está aprovado junto ao Ministério do Esporte uma verba de R$ 40 milhões para colocar em atividade 50 Núcleos de Desenvolvimento de Atletas espalhados pelo País, com a missão de captar novos talentos. Cada um vai atender cerca de 100 novas promessas. Os que se destacarem serão levados para um dos cinco Centros de Formação, e, depois, os melhores vão treinar nos Centros de Excelência, construídos em São Paulo e Rio de Janeiro. "Com isso, para 2020 e 2024, não existe nenhum medo em afirmar que o Brasil vai medalhar, pois o processo tem início, meio e fim", encerra. (R.S.)





