Enquanto os jogadores do Arapongas lutam para conseguirem sobreviver e defender o time na Segundona Paranaense, clube e ex-parceiros trocam acusações. De acordo com o presidente do Arapongas, Edvaldo Barboza da Fonseca, a crise começou quando o empresário Osvaldo Dias, que era um dos parceiros, brigou com a Three Sports.
Depois disso, as duas partes foram embora e deixaram as dívidas com Fonseca. ''Confiei em uma parceira com um amigo que não deu certo. O Osvaldo não conseguiu trazer os bons jogadores que prometeu, a Three não deu os 14 mil euros e eu fiquei no meio desse fogo cruzado'', justificou Fonseca.
Já Dias, contou outra história. Ele disse que não houve nenhuma briga com a empresa inglesa. ''O presidente prometeu patrocínio e não se concretizou. Em Arapongas, o futebol não tem credibilidade nem com os empresários nem com o poder público. Coloquei uma quantia considerável no primeiro mês. Só na Federação (Paranaense de Futebol), paguei R$ 8,1 mil. Tenho tudo documentado'', rebateu o empresário.
Em meio a essa guerra verbal, Fonseca tenta viabilizar uma forma de o time conseguir terminar o campeonato. Segundo ele, a administração municipal está sensibilizada com a situação dos jogadores e estuda um meio legal de ajudar, seja com transporte ou comida. Ele, no entanto, não tem esperança de reverter esse quadro caótico. ''Tenho esperança de terminar o campeonato com dignidade'', disse, em tom desanimado.
Fonseca ao menos reconhece que não pode cobrar os jogadores por melhores resultados e aceita a última colocação do grupo B sem nenhum ponto. ''Não dá pra cobrar nada deles. Mesmo que eu consiga dar tudo pra eles agora, não posso cobrar''. (T.M.)

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