Durante acareação na CPI do Futebol do ex-vice-presidente do Santos, José Paulo Fernandes, com o empresário Ivani Targino de Melo (Vando Melo) ficou constatada diferença nas versões já apresentadas nos depoimentos que ambos prestaram aos senadores isoladamente.
O ex-vice-presidente santista voltou a afirmar que o empresário representava apenas o Corinthians na negociação do passe de Viola. Já Vando Melo disse que na negociação sobre a permanência de Viola na Vila Belmiro, após o jogador, supostamente, ter recebido uma proposta para se transferir para o Corinthians, ele representava tanto o atleta como o Corinthians. Viola afirmou que a intermediação da sua permanência no Santos foi feita por José Paulo Fernandes e ‘‘não por Vando de Melo’’, que recebeu R$ 200 mil.
No seu depoimento à CPI, o ex-presidente do Santos, Samir Abdul-Hak, não soube explicar a razão de o jogador Lúcio ter assinado três contratos quando defendeu o clube, um deles sem sequer constar a data da assinatura. Segundo documentos obtidos pela Comissão, Lúcio tinha um contrato de R$ 60 mil, outro de R$ 120 mil e um terceiro de R$ 200 mil.
Outra questão que Samir Abdul-Hak deixou sem resposta foi a emissão de cheques para pagamento do passe de Caio, comprado junto à Inter de Milão (Itália) por US$ 3 milhões. Segundo a CPI, o Santos já contabilizou US$ 3,15 milhões e ainda deve US$ 500 mil ao clube italiano.

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