Dirigente desmente irregularidade
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de novembro de 2000
Agência Estado De São Paulo 
O presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB), João Batista Carvalho e Silva, rebateu ontem as afirmações do jornalista espanhol Carlos Ribagorda sobre a suposta participação fraudulenta de atletas paraolímpicos do Brasil na Olimpíada de Sydney, realizada em outubro. Fingindo ser deficiente mental, o jornalista fez parte da equipe espanhola de basquete - medalha de ouro na Austrália.
O dirigente brasileiro declarou que os patrocinadores investiram R$ 5,3 milhões na equipe paraolímpica do País. Além disso, foram feitos estudos e avaliações científicas com todos os atletas da delegação, por cinco universidades brasileiras e pela Associação Brasileira de Desportes para Deficientes Mentais (ABDEM). Todas as regras internacionais estabelecidas pelo Comitê Paraolímpico Internacional foram respeitadas assegurou.
O presidente do CPB também expressou sua profunda indignação e tristeza com a denúncia do jornalista espanhol, pois não se pode buscar subterfúgios para ganhar medalhas. João Batista acrescentou que, quando estava acompanhando os atletas em Sydney, muitos dirigentes comentavam sobre a ótima atuação da seleção espanhola de basquete.
O técnico da seleção brasileira de basquete categoria deficientes mentais -, Getúlio Gonzales de Oliveira, afirmou que todos os 11 atletas levados a Sydney estudaram na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE).


