Para o advogado especialista em direito esportivo e vice-presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF) para a região Norte, Hélio Camargo, os sistemas de transferência de jogadores não são complicados. O que precisa é uma conscientização dos clubes em capacitar as pessoas que vão operá-lo. "As regras, hoje, são muito mais fáceis, os controles são altamente técnicos e compreensíveis. Ao entrar no sistema de registro, você, apenas com o nome do atleta, tem imediatamente os dados de quem deseja contratar, mas para isto tem que conferir os documentos do atleta. Situação simples, mas que passa desapercebida", afirmou.
Ele ressaltou que a responsabilidade por possíveis erros geralmente é dos clubes e que a FPF treina seus funcionários para evitar equívocos. "Hoje, os treinamentos são subsidiados pela CBF junto com as Federações e há o cuidado de selecionar pessoas que possam assimilar estas inovações. Podemos dizer nestes últimos três anos que o sistema de registro é automático e quase todo o encargo de saber se está correto ou não é do clube, pois ele tem senhas próprias e acesso próprio, sem interferência das Federações", afirmou.
Porém, em outros quesitos, a própria FPF deixa a desejar no que diz respeito à profissionalização. Um exemplo é o marketing da entidade, que não tem um profissional da área para gerenciar. Não à toa, o Campeonato Paranaense gera uma renda insignificante perto de torneios em estados com a mesma força econômica e esportiva. Camargo joga a culpa na falta de dinheiro para investir em profissionais gabaritados. "A Federação está tentando restabelecer sua credibilidade nestes últimos cinco anos (tempo em que Hélio Cury está no poder), minimizando custos. Hoje, ainda não comporta um especialista exclusivamente para tal encargo. Pagando as elevadas dívidas que foram herdadas, é compromisso administrativo ter um profissional competente nesta área. Isto ocorreu nas demais federações que conseguiram sanear suas contas", justificou. (T.M.)

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