Arquivo FolhaMuito longePara o diretor da CBF, Gilberto Coelho, os treinadores Leão e Luxemburgo têm que receber uma forte punição, pois eles passaram das normasTodos os envolvidos nos incidentes ocorridos no Mineirão e no Morumbi, anteontem à noite, devem ser punidos com rigor. A exigência foi feita ontem pelo diretor-técnico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Gilberto Coelho, após voltar de Belo Horizonte, onde assistiu à partida entre Atlético-MG e Palmeiras. ‘‘Isso está virando tempo de faroeste’’, comparou, indignado com as cenas que presenciou após o jogo no Mineirão. ‘‘A possibilidade de o Atlético-MG perder o mando de campo no jogo de quarta-feira é muito grande’’, garantiu.
O dirigente pediu aos árbitros Wilson de Souza Mendonça, que atuou no jogo Atlético-MG 0 x Palmeiras 1, no Mineirão, e Cláudio Vinicius Cerdeira, de Santos 4 x Inter-RS 0, no Morumbi, que enviassem a súmula com urgência, se possível por fax, porque quer decidir tudo até hoje. Se não constar nada sobre a atitude dos técnicos Émerson Leão, do Atlético-MG, e Wanderley Luxemburgo, do Santos, promete requisitar o vídeo dos jogos para pedir ao Tribunal Especial (TE) que indicie os dois.
O dirigente quer que tanto Leão quanto Luxemburgo repitam no tribunal o que falaram em campo. ‘‘O Leão disse que existe um esquema Parmalat e que o árbitro estava ali para roubar para o Palmeiras, o que é uma irresponsabilidade’’, comentou. Sobre Luxemburgo, observou quando o treinador do Santos fez gestos com a mão para a torcida, indicando que o árbitro estava roubando o time, o que caracteriza atitude inconveniente, infração prevista no Código Brasileiro Disciplinar de Futebol. Leão fez insinuações de que o árbitro Wilson de Souza Mendonça tenha recebido dinheiro do Palmeiras. ‘‘É um esquema agressivo do Palmeiras e da Parmalat’’, disse.

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