Zurique, Suíça - Se o Corinthians quiser ser campeão do mundo, terá de conquistar o título com o time que tem em mãos e não poderá fazer nenhuma contratação extra para reforçar o elenco para o Mundial de Clubes no Japão, no final do ano. A informação foi dada ao diretor de futebol do time paulista, Edu Gaspar, que nesta terça-feira esteve na Fifa para reuniões com os organizadores japoneses do evento e que se assustaram com a dimensão do clube e o que pode representar a chegada dos torcedores para a logística. O Corinthians já avisou: vai com uma estrutura de seleção para o Japão, incluindo sigilo sobre o hotel que se hospedará, técnicas para induzir o sono dos atletas e quase 50 pessoas de apoio.
Pelo sorteio realizado no início da semana, o time paulista poderá enfrentar na semifinal do Mundial uma equipe africana. Se vencer, poderia encontrar o Chelsea na final. Edu não disfarçou a preocupação com o estilo físico de um eventual adversário africano.
Mas nem por isso poderá agora mudar o time que Tite tem em mãos. Por determinação da Fifa, os organizadores japoneses querem evitar que clubes façam gastos milionários para montar uma "equipe artificial" para vencer o Mundial.
Edu indicou que buscava esclarecimentos sobre a questão dos reforços. Ele garante que não tinha nenhum nome em vista. Mas admitia que não descartaria uma contratação caso "alguma grande oportunidade" surgisse até lá. Uma primeira lista de 35 nomes terá de ser entregue nas próximas semanas. A lista final deve ser dada para a Fifa no dia 26 de novembro.
Se nenhum novo astro será incluído na lista, o Corinthians prepara uma delegação que não deixará nada a desejar para a da seleção em uma Copa. Um cozinheiro viajará antes para conhecer as instalações, o time terá sua nutricionista para orientar os funcionários locais, ingredientes viajarão do Brasil e uma delegação de quase 50 pessoas formarão parte da missão. Edu fará uma viagem para preparar o terreno da equipe.
O time viajará no dia 4 de dezembro. Fará uma parada em Dubai, para um treinamento, e segue para o Japão, onde chega uma semana antes da estreia, no dia 12. Edu contou que os organizadores se assustaram quando eles informaram que existiam 30 milhões de corintianos e pediram um número maior de seguranças para a equipe durante sua estadia no Japão. "Não pedi por uma questão de violência. Mas apenas para que eles estejam preparados. Nossa torcida vai ao hotel, está presente".
Edu saiu de uma reunião com os organizadores com o sentimento de missão cumprida: pelo menos para a obtenção de entradas. Ele se recusou a dar números. Mas os organizadores haviam indicado que seria cerca de mil entradas. Edu teria conseguido 8 mil. "Viemos com uma meta e conseguimos atingir. O que faremos agora é dar essas entradas para cada um dos departamentos do clube como prioridade".

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