Diretoria são-paulina contraria Gomes e quer força máxima
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sexta-feira, 05 de fevereiro de 2010
Agência Estado 
São Paulo - Os torcedores do São Paulo festejam a primeira boa atuação da equipe no Campeonato Paulista - na vitória de 3 a 0 sobre o São Caetano, nesta quarta-feira -, mas os dirigentes ainda esperam mais. O técnico Ricardo Gomes deverá enfrentar até o clássico contra o Santos, domingo, a primeira saia justa à frente da equipe. O planejamento da comissão técnica estipulava time misto na próxima partida, mas a direção quer os principais jogadores em campo.
''Ainda não debatemos o assunto, mas vai ser a equipe titular. Além de ser clássico, tem de pôr o time para jogar'', pediu o vice-presidente de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. ''Meu raciocínio é esse. A equipe está encorpando, mas ainda falta muito. Ainda não jogou um futebol convincente.''
Ricardo Gomes está irredutível. Não admite mudar o planejamento. ''Vou conversar com os jogadores. Quem tiver a recuperação completa, tudo bem, vai para o jogo'', explicou. Mas foi enfático: não exigirá sacrifícios. ''Quem não conseguir se recuperar, não existe a menor dúvida que ficará de fora.''
O treinador preferiu apontar suas armas para a Federação Paulista de Futebol (FPF), que marcou os clássicos do São Paulo sempre às vésperas de partidas pala Copa Libertadores, a prioridade da equipe na temporada. ''É impressionante, tem que acertar na mosca para fazer isso'', criticou. ''O Corinthians, por exemplo, só tem o clássico contra o São Paulo antes, e o resto são jogos negociáveis, em que se pode mudar um pouco o time.''
O São Paulo joga com o Santos e três dias depois estreia na Libertadores, diante do Monterrey. Enfrenta o Palmeiras no dia 21 e, na sequência, dia 24, vai à Colômbia visitar o Once Caldas. Em março tem mais: no dia 27, clássico com o Corinthians e, quatro dias mais tarde, tem o time mexicano de novo pela frente, desta vez fora de casa.
A própria diretoria são-paulina, porém, não admite as desculpas do técnico para não colocar em campo, no Campeonato Paulista, os melhores jogadores. ''Não é culpa da federação'', afirma Leco.


