Diretoria pede para Nascimento ficar
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segunda-feira, 10 de setembro de 2001
Claudemir Scalone 
As declarações do técnico Freitas Nascimento, domingo, após a derrota do Londrina para o Malutrom por 1 a 0, em Paranaguá, de que entregaria o cargo se o time voltasse a perder amanhã para o Vila Nova-GO mexeram ontem com a cúpula diretiva do clube e com o elenco. Dirigentes e jogadores se solidarizaram com o treinador frisando que a culpa pela situação do clube na Série B do Campeonato Brasileiro é do time. O Londrina é o penúltimo colocado do Grupo B com 4 pontos (5 derrotas, 1 empate e 1 vitória).
O próprio Freitas Nascimento reconhece que um técnico só sobrevive no futebol com resultados. ''No futebol a gente tem que saber o momento certo de sair. Todo o ser humano tem um círculo de vencedor e eu estou chateado com essa situação'', afirmou ele, ontem na sua sala no Estádio VGD. Mais sereno do que na semana passada, Nascimento teceu elogios aos jogadores e à diretoria que manifestaram desejo pela sua permanência. ''Vou retardar um pouco mais minha saída'', disse ele, sem querer antecipar sua decisão em caso de novo tropeço amanhã. ''Depois do jogo passo a resposta''.
O empresário Iran Campos, presidente da Londrina Júnior Team e da comissão de apoio financeiro ao clube, pediu para o técnico rever sua posição. O presidente Agostinho Garrote também esteve no VGD para apoiar o treinador. ''Não é hora para trocar técnico. É hora de procurar onde estão os pontos falhos'', disse. Para o empresário José Jurandir Barrozo, integrante da comissão de finanças do clube, o assunto demissão só ''prejudica o time''. ''O Freitas não faz gol. Se o time jogar um pouco mais vai ganhar.''
Para Nascimento, o maior problema do time é a falta de confiança na hora de concluir as jogadas. Ele entende que uma vitória amanhã pode fazer o time deslanchar. Os jogadores se reuniram com o técnico a portas fechadas e literalmente ''lavaram a roupa suja'', segundo definiu o atacante Gil: ''A conversa foi mais produtiva do que um treino. Todo o grupo tem a sua parcela de culpa nessa situação. Cada um tem de produzir mais e errar menos.''


