Quem esperava uma terça-feira repleta de novidades no Londrina terminou o dia sem nenhum fato novo e com um pedido da nova diretoria de futebol: paciência. Sob a justificativa de que não há contratos assinados e que o vazamento de informações pode prejudicar futuros negócios, tanto o vice-presidente de futebol, João Vilson Antonini, o Kiko, como o coordenador de futebol, Walter Negreiros, pediram calma para concluírem os acordos que negociam em nome do Londrina.
Kiko confirmou que negocia com seis empresas e que um dos empresários é mesmo ligado à Darm Marketing Esportivo, que administra o futebol do União Mogi-SP, conforme a Folha antecipou ontem. Segundo o cartola, um grupo ao qual qualificou como de ''amigos'', já autorizou a locação e as benfeitorias necessárias no Centro de Treinamentos do Nichika. ''Temos uma reunião hoje (ontem) com o Júlio (Lemos, dono do terreno), para tentarmos fechar isso aí. Se ele aceitar, em dez dias começamos as reformas que devem durar de três a quatro meses'', revelou Kiko.
A grande expectativa era em relação aos reforços, mas os primeiros nomes devem ser divulgados somente a partir de amanhã, segundo Negreiros. A dupla já tem uma lista com dez nomes de jogadores que foram oferecidos com os salários pagos. Hoje, Negreiros e Kiko viajam junto com o técnico Mauro Madureira para avaliarem estes jogadores, que disputarão jogos por divisões inferiores do Campeonato Paulista.
Os dois dirigentes fizeram questão de frisar que não contratarão ninguém sem terem antes o aval de Madureira. ''Não posso trazer 20 jogadores, chegar no Mauro e dizer 'se vira'. Isso seria um desrespeito com ele. Eu também perco o respeito para cobrá-lo'', disse Kiko. ''Vamos trabalhar de forma inteligente, uniforme e em conjunto'', engrossou o coro Negreiros.
A dupla também voltou a falar em um ''jogador de nome'' para reforçar a equipe. ''Queremos pelo menos um, até para ajudar na renda e na experiência do grupo'', apontou o vice de futebol.
Enquanto o jogador de nome não vem, quem pode aparecer é o garoto Henrique, 13 anos, um meia-atacante das categorias de base do Santos.
Na reapresentação de ontem, Madureira considerou boa a base de remanescentes do Paranaense, que reencontrou. Mas viu uma grande carência no gol, uma vez que Nei se transferiu para o Vitória-BA.
Madureira disse que aceitou retornar porque acredita no sucesso do trabalho. ''Voltei para dar continuidade no trabalho que começou lá trás, ainda com o Roberto (Fonseca, ex-técnico). Pelos seis jogos que fizemos, vi que temos uma condição muito boa. Voltei para a primeira passagem, pelo que está sendo feito agora, pelo trabalho. Acredito que poderemos colher frutos mais rápido'', discursou.

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