São Paulo - Após quatro vitórias seguidas e a volta à zona de classificação para a Libertadores, o clima parecia tranquilo no Palmeiras. Os jogadores até falavam no título do Brasileirão. Mas ontem, inexplicavelmente, a diretoria resolveu 'botar fogo' de novo no clube: demitiu o preparador físico Walmir Cruz e o assessor de imprensa Guilherme Prado, ambos muito queridos no elenco. ''São duas grandes perdas pra gente. Espero que não atrapalhe o rendimento do time'', admitiu o goleiro Sérgio, capitão da equipe.
A justificativa dada pelo diretor de futebol Mário Giannini aos dois demitidos é que se tratava de uma ''antecipação de renovação na estrutura do departamento de futebol''. Como faltam só sete rodadas para o fim do Brasileiro e o Palmeiras ainda tem chances reais de conquistar o título, fica a pergunta: Essas demissões precisavam ser feitas agora?
Procurados pela reportagem, Giannini e o presidente Mustafá Contursi não atenderam aos telefonemas. Mas isso não é surpresa: nenhum dos dois gosta de falar com a imprensa.
E como os mandatários não se pronunciam (e já não há mais a figura do assessor de imprensa), os boatos tomam conta do clube. O rumor mais forte é de que as demissões foram uma decisão unilateral de Mustafá. O técnico Estevam Soares, por exemplo, afirmou não ter sido consultado sobre as saídas de Walmir Cruz e Guilherme Prado, teoricamente seus subordinados.

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