São Paulo - O presidente do São Paulo, Marcelo Portugal Gouvêa, perdeu a paciência com tantos tropeços da equipe e declarou ontem que pretende adotar medidas drásticas no clube. ''Alguma coisa precisa ser feita, não dá para ficar do jeito que está'', afirmou o dirigente, que não descartou nenhuma possibilidade, como o afastamento de jogadores ou a saída do técnico Roberto Rojas. ''Não sei o quê, mas espero que amanhã (hoje) possa anunciar alguma medida.''
Gouvêa pretendia conversar com o restante da cúpula são-paulina antes de tomar qualquer decisão. A diretoria se reuniu na quinta-feira, após o empate por 3 a 3 com o Guarani, mas não chegou a uma conclusão. Outro encontro foi marcado para a noite de ontem, no Morumbi, com a presença de vários diretores, como Juvenal Juvêncio, do futebol, e Júlio Moraes, do amador. ''O time começou bem a partida contra o Guarani, mas relaxou no segundo tempo, estamos com muitos problemas'', lamentou o presidente são-paulino.
O tema central da discussão foi Rojas. Mantê-lo ou não no cargo após o empate de quinta-feira? Uma derrota o derrubaria, mas o resultado de igualdade o deixou ''apenas'' balançando. O treinador ficou sabendo das afirmações de Gouvêa e, por isso, disse não ter segurança de que vai dirigir o time amanhã, contra o São Caetano.
''Não estou garantido para o domingo. O Real Madrid, por exemplo, demitiu o técnico (Vicente del Bosque, na temporada passada) depois de ter sido campeão mundial e espanhol'', afirmou o técnico.

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