São Paulo - O diretor de Futebol do Palmeiras, Savério Orlandi, veio a público ontem conceder entrevista coletiva para esclarecer se o clube está ou não com débitos pendentes em relação aos direitos de imagem dos jogadores. Na linha do ''devo, não nego e pago quando puder'', o cartola palmeirense confirmou que há alguns acertos a serem feitos com os vice-líderes do Campeonato Brasileiro.
''Havia uma dívida pretérita de dois meses nos direitos de imagem e a CLT está paga, mas o Palmeiras está regularizando essa situação. Regularidade não implica em quitação'', avisou. ''Há também algumas premiações pendentes ainda do primeiro turno, que serão acertadas até amanhã (hoje) e uma outra parte que devemos pagar em 15 dias ou antes. A única pendência que ficará será um mês de direitos de imagem relativos a setembro e que teriam que ser pagos até esta sexta'', completou.
O diretor mostrou tranquilidade quando questionado se não teme uma repercussão negativa junto ao grupo agora que foi escancarado um acerto com o meio-campista Thiago Neves, do Fluminense e nem com o fato de o jogador já ter recebido um adiantamento de R$ 400 mil, com o qual adquiriu uma BMW branca. ''Contamos sempre com o apoio do grupo e não tememos nada, pois não dará tempo desse assunto crescer, já que eles irão receber agora. Além disso, o Thiago Neves não comprou a BMW com o dinheiro que seria deles'', argumentou.
Contrato
O contrato de trabalho vinculando o Palmeiras e o meia Thiago Neves foi assinado no último dia 18 de agosto. Alguns dias depois, ao ver que a informação sigilosa vazara na imprensa, a diretoria alviverde, via assessoria, distribuiu um comunicado garantindo que o clube não tinha qualquer interesse pelo jogador do Fluminense.
Passados pouco mais de dois meses, com a confirmação da negociação entre o meia e o Verdão, Savério Orlandi, diretor de Futebol palmeirense, procurou justificar a mentira divulgada a todos os órgãos de imprensa no final de agosto. ''O que a diretoria do Palmeiras faz é prerrogativa nossa e vocês sabem o impacto que poderia causar a divulgação de algo que ainda não estava certo. Não vejo motivos para não guardar sigilo e o segredo é a alma do negócio'', discursou.
Savério admitiu inclusive estar disposto a seguir a mesma linha de trabalho de agora em diante e que não se mostrará incomodado com eventuais críticas que venha a receber por conta disso.

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