A diretoria-executiva do Londrina decidiu que o próprio clube será responsável em administrar o serviço de bares. A medida entrará em vigor a partir da Série B do Campeonato Brasileiro. Até o final do Campeonato Paranaense, a diretoria resolveu, até para evitar críticas preliminares, continuar destinando os locais aos antigos usuários do serviço, como popularmente são chamados os cantineiros.
O prazo para desocupação, porém, não será protelado. A diretoria avaliou que a exploração dos bares, principalmente em jogos de grande público, é uma ótima alternativa para aumentar a receita do clube. ''Percebemos que em alguns jogos nossa arrecadação era menor do que o lucro obtido nos bares. Chegamos a conclusão de que é vantagem retomar a administração deste serviço'', argumentou o advogado Marcelo Leal, vice-presidente geral.
Com o dinheiro da comercialização dos produtos, Leal espera amenizar as despesas operacionais, que são inevitáveis em dias de jogos. ''Para abrir o estádio, gastamos em média R$ 7 mil'', informou. O grupo dos cantineiros é composto por cinco profissionais que cuidam da gerência de sete bares.
O comunicado oficial ocorreu na sexta-feira que precedeu o jogo com o Coritiba. Segundo o advogado, o Londrina possui um termo de utilização de uso, concedido e renovado anualmente pela Fundação de Esportes de Londrina (FEL). ''Comunicamos que o clube decidira cuidar dos bares, mas para evitar confusão, prorrogamos isso para a Série B''. Desde a partida com o Coxa, o percentual sobre as vendas que o clube tem direito foi reajustado. Além de receber R$ 100,00 por bar, o clube arrecada R$ 0,30 por cada torcedor pagante.
Um dos comerciantes conseguiu na Justiça liminar que o autorizou a continuar trabalhando. A diretoria apresentará a defesa argumentado que o clube detém permissão legal para exploração do serviço. (G.G,)

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