Diretoria do LEC dá ultimato aos jogadores
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segunda-feira, 23 de outubro de 2006
Thiago Mossini<br> Reportagem Local 
O clima de paz tentava se instalar no Londrina, mas bastou a primeira derrota na Copa 100 Anos para que ele fosse embora de vez. A apatia do time na derrota para o Cianorte em casa e as seguidas atuações apagadas da equipe irritaram a diretoria, que deu um ultimato aos jogadores ontem: ou vencem e convencem ou as consequências serão duras.
Ontem, o supervisor João Paulo Reeberg, o Pinheiro, e o coordenador de futebol, Sidiclei Menezes, tiveram uma conversa a portas fechadas com os jogadores de cerca de uma hora. Ninguém entrava e ninguém saía do VGD, que era vigiado por seguranças. Com a derrota, o time caiu da primeira para a quinta posição, com oito pontos.
Pinheiro tentou amenizar o teor da conversa e disse que não passava de uma reunião de rotina, com um pouco mais de cobrança. ''Quando houve os empates com o Galo e com o Roma, também nos reunimos para tentar melhorar'', despistou, mas logo em seguida deixou escapar a irritação da cúpula alviceleste. ''Ontem (domingo), que era o momento de afirmação, o time foi apático, não respondeu. Treinaram a semana inteira bem, motivados pelo jogo contra o Paraná e jogaram daquele jeito. Sinceramente não deu para entender. Não estamos satisfeitos''.
Pinheiro cobrou mais atitude do time, mas descartou medidas mais drásticas neste momento, como dispensas. Preferiu jogar a decisão para o técnico Lio Evaristo. ''Afastar (jogadores) fica à critério do técnico. Ele tem toda a liberdade'', desconversou.
O pífio futebol apresentado pelo Londrina contra o Cianorte irritou também os torcedores. Alguns deles discutiram com os atletas e com Lio na saída dos vestiários. Depois do episódio, ainda tenso e nervoso, o treinador deixou a entender que pediria demissão hoje, depois que conversasse com a esposa.
Em uma reunião entre o treinador e os cartolas, domingo à noite, ele teria colocado o cargo à dispoisção, mas o pedido não foi aceito. ''O Lio veio fazer um trabalho a médio, longo prazo. Ele se sentiu chateado naquele momento de emoção. Quem segura técnico é resultado, mas não é essa derrota que vai derrubá-lo'', descartou Pinheiro.
O treinador nem apareceu no clube ontem. Estava de folga. Quanto aos jogadores, o único autorizado a dar entrevista foi o goleiro João Carlos, um dos mais experientes do elenco. Ele reconheceu a apatia e prometeu mudanças. ''Jogamos muito mal e senão cobrar cai no marasmo. Cobrando uns dos outros, demonstramos que queremos vencer. Não fizemos nada nessa partida. Já perdemos cinco pontos em casa e isso pode fazer diferença. O Lio determinou uma coisa e fizemos outra'', reconheceu o goleiro.
João Carlos disse ainda que não acredita que algum jogador esteja fazendo corpo mole. ''Se tem (corpo mole) não percebemos, mas se por acaso vir a ter esse jogador terá que se conscientizar''.
Os jogadores terão que mostrar que querem vencer a competição fora de casa. O time fará duas partidas em Curitiba na sequência. Na sexta-feira, o adversário será o Coritiba B e no dia 5 enfrentará o Atlético B. ''Temos que ter tranquilidade para voltar da capital com duas vitórias e de novo na liderança'', cobrou João Carlos.


