Diretoria do Fluminense reclama do tratamento recebido em Jundiaí
Rio de Janeiro - O clima de cordialidade entre as diretorias do Fluminense e do Paulista acabou. O presidente tricolor, Roberto Horcades, reclamou ontem, com veemência, do tratamento recebido pela delegação carioca antes e durante o jogo de quarta-feira, quando o clube das Laranjeiras foi derrotado por 2 a 0, na primeira partida da final da Copa do Brasil.
O presidente do Fluminense contou que a delegação deixou Campinas em direção a Jundiaí por volta de 19h20 e somente chegou ao local da partida às 20h50, num trajeto feito em 50 minutos. ''Os batedores fizeram de propósito um caminho em que o ônibus não passava'', declarou Roberto Horcardes.
Durante o desabafo, o dirigente chegou a afirmar que, na segunda partida da final, quarta-feira, em São Januário, colocaria uma escolta para conduzir a delegação do Paulista até a Maré ou ao Complexo do Alemão, duas das favelas mais perigosas do Rio.
Em sua defesa, o Paulista alega que o trânsito na cidade estava congestionado e que, portanto, o Fluminense teria que ter saído antes de sua concentração, na vizinha cidade de Campinas.
As táticas de ''guerrilha'' utilizadas pelo time de Jundiaí ainda puderam ser percebidas em outros pontos do estádio. No campo, os jogadores do Fluminense escorregavam mais do que o normal. As cenas foram reflexo de cerca de uma hora de enxágue do gramado por funcionários do clube, cerca de três horas antes do jogo.





