Diretoria do Corinthians pressiona os jogadores
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sexta-feira, 13 de maio de 2005
Agência Estado 
São Paulo - A demissão de Daniel Passarella, além de criar um problema financeiro para o Corinthians o clube e a MSI negociam o pagamento dos R$ 3,5 milhões ao argentino pelo rompimento contratual transferiu a pressão do banco de reservas para dentro de campo: a começar pelo duelo contra o Atlético-PR, amanhã, em Curitiba, a culpa pelos maus resultados recairá sobre os jogadores. ''Procuramos fazer nossa parte, mas agora a responsabilidade pelas vitórias é nossa'', disse o zagueiro Betão.
Até a goleada sofrida para o São Paulo, torcedores e dirigentes apontavam Passarella como pivô da série de derrotas. E o próprio argentino, por diversas vezes, chamou para si a culpa pelo mau rendimento do time. ''Com a mudança na comissão técnica, haverá maior motivação, mas a pressão também vai aumentar'', prevê o atacante Gil.
Para conquistar o primeiro triunfo no Brasileiro, o técnico interino Márcio Bittencourt confirmou no treino de ontem à tarde, em Curitiba, que mandará a campo um esquema mais ofensivo, com dois zagueiros Anderson e Betão e quatro jogadores no meio-campo. Carlos Alberto e Gustavo Nery se encarregarão de armar os lances ofensivos. Roger, lesionado, não joga. Sebá também está fora do jogo. O argentino ficou em São Paulo para trabalhos de fortalecimento muscular.
Passarella O argentino Daniel Passarella reforçou sua equipe de advogados que já tinha Iran Aires Monteiro e Mario Vaisman com o compatriota Daniel Crespo para receber tudo o que tem direito pelo contrato assinado até o fim do ano. A insistência para receber os R$ 3,5 milhões indica que Passarella não aceitará o cargo de diretor internacional da MSI alternativa para que os dirigentes não paguem a multa rescisória.


