Curitiba - Em novo capítulo da briga iniciada pela divulgação dos projetos de criar um novo Pinheirão para abrigar jogos da Copa do Mundo de 2014, iniciativa conjunta de Coritiba e Federação Parananese de Futebol (FPF), o Atlético - que quer sedir o Mundial na Arena - divulgou nota oficial questionando a isenção da entidade que rege o futebol na disputa das semifinais.
O clube alega que a proximidade entre seu maior adversário e a federação pode influenciar no andamento dos jogos, ainda mais porque o Atlético é o único clube que não aceitou que seu jogos fossem transmitidos pela televisão. A nota oficial afirma que ''forças conspiram à solapa, movidas pelo ódio, inveja e incompetência'' e que ''a Federação Paranaense de Futebol, rota e insolúvel, é o carro-chefe dessa conspiração de invejosos''.
A nota vai além e diz que ''aliou-se a ela a Rede Paranaense de Comunicação, que mantém o Canal 12 e a Gazeta do Povo. Ambos são sócios na transmissão do Campeonato Paranaense pela TV e pela internet, em um pool com os clubes participantes, exceto o Atlético Paranaense''.
O documento afirma ainda que o clube não aceita esmolas e que considera um insulto o valor de R$ 40 mil oferecido ao clube pelo direito de transmissão das partidas, inclusive para a praça onde são disputadas. E, alegando os eventuais prejuízos que sua presença em uma final traria para os responsáveis pelas transmissões, questiona a imparcialidade da entidade. ''A Federação e seus organismos são suspeitos de parcialidade. Não podem administrar o campeonato porque dependem do fracasso de um competidor - o Atlético Paranaense - para ser bem sucedidos em seus empreendimentos comerciais'', complementa a nota, que solicita árbitros de outros estados nas partidas decisivas, algo já descartado pela FPF.

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