São Paulo - Uma decisão política, econômica e tática foi a reintegração de Fábio Costa, anunciada ontem pelo Corinthians e por sua parceira, a MSI. Politicamente agrada a ala favorável ao goleiro, encabeçada pelo vice de Futebol, Andres Sanchez, evita ainda prejuízo descenessário ao pagar os R$ 5 milhões referentes à multa rescisória do atleta e, de quebra, põe debaixo das traves um camisa 1 tarimbado, experiente. Tiago, depois de três partidas, não transmitiu a segurança suficiente.
O grupo de Sanchez jamais aceitou o afastamento, imposto pelo ex-técnico da equipe Daniel Passarella. ''Ele (Fábio Costa) não se enquadrou ao perfil que eu desejava'', justificou o treinador na ocasião há 15 dias. Uma semana depois, o comandante argentino foi demitido. Ontem, o goleiro foi reintegrado.
O procurador do atleta, Gustavo Amorim, ameaçou ir à Justiça caso o Corinthians não definisse logo a situação de seu cliente. Tinha na manga proposta de clubes do País e do exterior, mas, mais forte que tudo isso, contava com a vontade de Fábio Costa de retornar ao elenco.
Hoje, Fábio Costa explicará de onde tirará motivação para seguir no clube pelo menos até o fim do ano, quando vence seu contrato. Isso porque sabe que a parceira do clube está atrás de um goleiro na Europa. O iraniano Kia Joorabchian, da MSI, e o presidente corintiano, Alberto Dualib, se encontraram com representantes do goleiro Helton, do União Leiria, e podem ainda se reunir com o goleiro Júlio César, ex-Flamengo e hoje no Chievo Verona.

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