Os presidentes de clubes ouvidos pela Folha têm opiniões diferentes sobre a postura da Federação Paranaense de Futebol, que deixa de cumprir algumas determinações do Estatuto do Torcedor.
O empresário Luiz Heitor Linhares, presidente do Engenheiro Beltrão, foi crítico. ''O Estatuto deve ser observado. Fomos obrigados pela FPF a atender uma série de detalhes em nosso estádio e os organizadores também têm que respeitar a sua parte'', comentou. Linhares, no entanto, evitou falar dos pagamentos de taxas de arbitragens e despesas com médicos, enfermeiros e ambulância, que são de obrigação da entidade, mas os clubes estão pagando. ''Quando a renda for negativa, a FPF tem que pagar. Do contrário, acho que não''.
Já o presidente do Nacional, José Danilson de Oliveira, afirmou que vai buscar os direitos no próximo Campeonato Paranaense. Ele confirmou que em 2004, quando seu time disputou a Série C do Campeonato Brasileiro, a CBF bancou estas despesas. ''Gostaria que a FPF respeitasse isso, mas ela está falida. Tem que ser colocado em pauta no arbitral. Desta forma, os clubes poderiam ter times mais fortes e se preocuparem só com as despesas próprias'', ressaltou Oliveira.
Linhares se mostrou irritado com a falta de calendário. Como o Engenheiro Beltrão foi rebaixado, só voltará a disputar uma competição oficial em maio de 2006 quando começará a Segundona.
Com medo de represálias futuras, o presidente do Londrina, Agostinho Miguel Garrote, evitou polemizar. ''Se for levar a risco o Estatuto, o campeonato não sai. Existe a falha da Federação, mas os clubes também não cumprem. Sei que a lei é favorável ao clube, mas lá na frente podem acontecer as retaliações'', disse o dirigente. (T.M.)

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