Diretor tenta explicar erro no GP do Brasil
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quinta-feira, 17 de abril de 2003
Agência Folha 
Ímola - Para o suíço Jean Campiche, diretor da Tag-Heuer, empresa responsável pela cronometragem da Fórmula 1, não existe nenhuma dúvida: o erro pela indicação errada do vencedor do GP do Brasil foi da direção de prova e não do serviço de cronometragem. ''O diretor de prova (Charlie Whiting) nos solicitou a classificação da corrida na 53 volta e nós a demos'', afirmou ontem no circuito Enzo e Dino Ferrari, onde hoje começam os treinos livres do GP de San Marino. ''Acho que por causa do estresse dos vários acidentes ocorridos, eles pediram a colocação dos pilotos na volta equivocada.''
O técnico da Tag-Heuer lembrou que os computadores registraram, por cerca de 20 segundos, depois de a corrida ser interrompida, a classificação da 54 volta, por estarem programados para oferecer o resultado de duas voltas antes da exposição da bandeira vermelha, como manda o regulamento. Só depois surgiu na tela a colocação da volta 55 , a última a ser concluída pelo líder, Giancarlo Fisichella, da Jordan.
Por acreditar que a corrida estava na 55 volta e não na 56 , como era o caso, a direção de prova solicitou à equipe de cronometragem a ordem dos pilotos na 53 volta, duas antes da exposição da bandeira vermelha. Mas na realidade, o GP do Brasil estava na 56 volta e valeria para efeito de resultado a colocação na 54 volta, duas antes da paralisação, conforme indicava o computador.
Brasileiros Enquanto para Rubens Barrichello, da Ferrari, não existe ''azar'', justificativa para muitos por ter ficado sem gasolina na corrida de Interlagos e tantos incidentes com ele dessa natureza, para os dois outros pilotos brasileiros na Fórmula 1 o campeonato começa hoje: ''Chega não é?'', disse Cristiano da Matta, da Toyota. Cristiano reconhece ter errado na Austrália, mas nas etapas da Malásia e do Brasil uma série de fatores o impediu de obter melhores resultados. ''Eu e o time pecamos pela falta de experiência.'' Já Antonio Pizzonia, da Jaguar, depois da boa performance da escuderia em Interlagos, com Mark Webber, está sob pressão. Não pode errar em Ímola.
Juan Pablo Montoya, da Williams, envolveu-se num incidente pouco comum, ontem: partiu para a briga com um camaramen da Orf, a TV austríaca. ''Ele vinha correndo para registrar imagens de Bernie Ecclestone, que acabara de entrar no paddock e me acertou em cheio com a câmara. Olha o que fez'', disse o colombiano, expondo um corte de alguma profundidade no coro cabeludo, na porção superior da cabeça. ''Quero só ver como vou fazer nesta sexta-feira, quando tiver de usar aquele capacete apertado.'' A mulher de Montoya, Connie, teve de segurar o marido para não haver briga. A mão do piloto estava com sangue ainda quanto tentou partir para a luta.


