Diretor do Arapongas nega ameaça
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quarta-feira, 24 de março de 1999
Claudemir Scalone 
O tumultuado jogo entre Assahi e Arapongas, disputado no último domingo, em Assaí, pela Série A-2 (segunda divisão) do Paraná, continua rendendo troca de acusações e negativas entre os dirigentes. A partida foi paralisada aos 37 minutos do segundo tempo quando o árbitro Antônio Oliveira Salazar Moreno, de 35 anos, invalidou o gol que daria o empate em dois gols ao Assahi. Houve invasão no gramado por parte de cartolas dos dois clubes e o juiz acabou suspendendo a partida por falta de segurança. Na segunda-feira, ao receber o relatório do árbitro, a Federação Paranaense de Futebol acatou o resultado de 2 a 1 para o Arapongas e encaminhou o caso para apreciação do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), que tomará uma decisão em 15 dias.
Ontem, o diretor de futebol do Arapongas, o empresário Mauro Morishita, procurou a Folha para esclarecer que não fez qualquer ameaça ao presidente do Assahi, Marcelo Caldarelli. Caldarelli afirmara na segunda-feira que Morishita e seus seguranças o teriam ameaçado de morte: O Mauro Morishista é um aventureiro e veio aqui com um monte de seguranças. Saiu ameaçando que vai dar tiro, que vai matar e que vai ganhar no pau lá em Arapongas, disse Caldarelli.
Isto não procede. Quando entrei em campo, o árbitro já havia suspendido o jogo. O secretário de esportes de Arapongas, Nelson Joaquim, o prefeito de Assaí, José Carlos da Cruz, e o secretário de Esportes de Assaí, José Luis Silva, entraram comigo no campo e são testemunhas de que não fiz ameaça alguma, explicou Morishita, que negou estar acompanhado de seguranças. Quem me acompanhou foram quatro diretores do Arapongas, ressaltou. Ele também rechaçou a pecha de aventureiro dita por Caldarelli. Não tem cabimento algum. Trabalho aqui no Paraná desde 93 como empresário de futebol e nunca tive problemas, defendeu-se Morishita, que esteve à frente do Iraty nas temporadas 97/98.
Mauro Morishita destacou ainda que qualquer equipe será bem recebida nos jogos em Arapongas. Se algum clube nos solicitar faremos contato com a PM (Polícia Militar) para dar toda a segurança ao time e aos torcedores. Já falei com o Célio Guergoletto (vice-presidente de futebol do Londrina) para garantir toda a segurança à torcida do Londrina neste domingo, disse o dirigente.
O diretor de futebol do Arapongas esclareceu ainda que o cinegrafista presente em Assaí estava a serviço do clube. Todos os nossos jogos são filmados para uso interno, como corrigir erros e aprimorar jogadas. Além é claro para promover nossos jogadores em uma futura negociação. Sequer pensamos em liberar a fita às TVs para fazer qualquer tipo de pressão sobre o relatório do árbitro, finalizou Morishita.


