Diretor da Stock nega exclusão de Londrina
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segunda-feira, 08 de agosto de 2005
Jaime Kaster<br>Reportagem Local 
O diretor da Vicar, empresa que promove o Campeonato Brasileiro de Stock Car, Carlos Col, disse ontem que a etapa de Londrina pode ser realizada em 2006. ''Não iniciamos ainda as reuniões para planejar o próximo campeonato e só definiremos o calendário em novembro. Mas em princípio a idéia é manter a etapa de Londrina até porque a cidade é uma importante praça esportiva'', afirmou Col.
Ele negou que exista um descontentamento dos organizadores com o público nas etapas de Londrina e que a pista local tenha se tornado inadequada para receber o evento, que este ano está com 80 carros, divididos em dois grids de 40 (um para Stock V8 e outro para a Light).
A suspeita de que Londrina ficaria fora do calendário de 2006 por esses motivos surgiu a partir de informações de fontes diretamente ligadas à organização de provas. Em primeiro lugar, em função do fato de a pista de 3.145 metros do Autódromo Ayrton Senna não comportar um grid com mais de 36 carros. E também devido ao pequeno público registrado na segunda etapa realizada aqui em 2004, dia 29 de agosto, quando apenas 12 mil espectadores assistiram à corrida a média da Stock é de 28.083 pessoas por etapa.
Com base nisso, a Vicar teria cogitado inclusive a possibilidade de transferir a etapa de Londrina (marcada para o próximo dia 28) para o Autódromo de Tarumã, em Viamão (RS). A pista gaúcha também não comporta mais de 36 carros por grid, mas teria a preferência dos organizadores por estar reunindo um público maior que Londrina. Na etapa do ano passado, 32 mil pessoas prestigiaram a Stock em Tarumã.
Embora oficialmente a organização negue, há um indício de que o autódromo de Londrina possa ser preterido em relação a algum outro. Isso porque a Stock se tornou um evento maior, com a inscrição de 40 carros em cada categoria e nos autódromos principais, como São Paulo, Rio de Janeiro e Curitiba, há espaço nos boxes para os carros da V8 e da Light. ''Já para Londrina não levamos a Light justamente por falta de boxes. Mas isso não é problema, porque a Light tem um número menor de etapas'', informou Col.
Ele disse que um autódromo só pode correr o risco de perder uma etapa da categoria por questões técnicas e que quem verifica isso são os comissários de prova. Eles avaliam o comprimento e a largura da pista para saber se é possível 40 carros por prova. ''No caso de Londrina, os 40 carros da V8 treinarão, mas os quatro piores classificados ficarão de fora da largada'', adiantou.


