A violência contra um diretor da Portuguesa Londrinense na partida contra o Arapongas, no último domingo, levou os dirigentes da equipe de Londrina a entrar com um pedido de interdição do Estádio dos Pássaros, em Arapongas. ‘‘Nunca fomos tão maltratados’’, disse o coordenador da Lusinha, Amarildo Vieira Martins.
O diretor-jurídico da Lusinha, Hélio Henrique Camargo, foi agredido com socos e pontapés na arquibancada do estádio por três homens desconhecidos. O diretor teve vários ferimentos e hematomas, principalmente no rosto, além dos óculos e relógio destruídos.
‘‘No início, não dei atenção e ignorei as ofensas. Foi aí que o negócio esquentou’’, disse Camargo. Seguranças contratados pela equipe do Arapongas e soldados da Polícia Militar demoraram para intervir, mas acabaram prendendo os agressores e registrando a ocorrência.
Camargo afirmou que os homens foram ‘‘mandados’’ pelos próprios seguranças contratados. ‘‘Eles não queriam que houvesse ligação com a segurança oficial.’’ Amarildo Vieira também relata outros incidentes na partida. ‘‘Tive que assistir ao jogo dentro de uma cabine de rádio. Isso sem contar com a falta de água nos vestiários, a areia no campo e o gol irregular, 30 centímetros maior’’, criticou.
A diretoria do Arapongas contestou as acusações de violência e maus tratos feitas pelos dirigentes da Portuguesa. ‘‘Lamentamos o que ocorreu com o Hélio Camargo, mas não tivemos nada a ver com isso’’, afirmou Saulo Magalhães, supervisor do Arapongas.
Magalhães também desmente as outras possíveis irregularidades enfrentadas pela Lusinha. ‘‘Se for analisar o estado físico de cada estádio, não teríamos campeonato. A obrigação é jogar bola e não ficar reclamando do estádio’’, disse o supervisor.
No final da tarde de ontem, a Federação Paranaense de Futebol (FPF) confirmou o jogo entre Portuguesa e Arapongas no Estádio dos Pássaros, para o próximo domingo. Para a FPF, o incidente ocorreu fora do campo e, por isso, o problema é ‘‘policial’’. A FPF vai pedir reforço da PM para a partida.
Acidente - Três diretores do Arapongas sofreram um acidente de carro, perto de Ibiporã, após o jogo de domingo. Mauro Morishita, Arnaldo Neri e Juraci da Silva Santos iam para São Paulo em um automóvel Honda quando uma Parati, que vinha em sentido contrário, atravessou a pista e bateu de frente com o carro dos diretores. Os três dirigentes sofreram escoriações leves e foram liberados pelo hospital no mesmo dia.Cesar AugustoMarcas da violênciaHélio Camargo com o olho roxo, ontem, em Londrina: ‘Os três homens que me bateram foram mandados pelos seguranças do Arapongas’Mauricio Della Barba

mockup