Diretor da CBF diz não estar preocupado com CPI
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sexta-feira, 28 de janeiro de 2000
Por Rodrigo Mattos (Especial para AE) 
Rio, 28 (AE) - O diretor-jurídico da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Carlos Eugênio Lopes, disse que a entidade não está preocupada com as medidas tomadas pelo Gama, que faz pressão para que seja instalada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a CBF. "Esse negócio de CPI é esporádico", afirmou. "O Gama só está fazendo isso para ser uma pedra no sapato da CBF."
Na "guerra jurídica entre o clube brasiliense e a CBF, o presidente do Tribunal Regional de Brasília, Plauto Ribeiro, negou quinta-feira o pedido do Gama de rever a cassação da liminar que lhe incluía na Copa Centro-Oeste. Segundo Lopes, o juiz confirmou que o critério para participar da competição é o convite da CBF. "Além disso, o Gama e o PFL estão realizando um conluio fraudulento, nesse caso", contou, referindo-se ao fato de o partido estar recorrendo na Justiça Comum no lugar do clube brasiliense.
Em relação a nomeação de Paulo César Salomão para o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), Lopes disse que não vê nenhum impedimento para que ele assuma o cargo. O pai de Paulo César, Salim, e o irmão, Ricardo, são donos do escritório que conseguiu liminar contra a participação do Gama na Copa Centro-Oeste. "Só porque eles tem parente magistrado não vão poder advogar?" O novo presidente do TJD, Luís Zveiter, admitiu deixar o cargo, caso haja alguma impedimento para que ele exerça a função. Luíz Zveiter também é desembargador do Tribunal de Justiça do Rio. Segundo ele, a CBF só teria de nomear outro pessoa para o cargo. Ele levantou a possibilidade inclusive de seu irmão, Sérgio Zveiter, voltar a presidência do TJD.


