Direção do São Paulo sonha repatriar Kaká
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segunda-feira, 03 de setembro de 2012
Fernando Faro <br> Agência Estado 
São Paulo - Enquanto espera por Paulo Henrique Ganso, o São Paulo já olha para o futuro e sonha alto. O assunto ainda é tratado com extrema cautela, mas começa a ganhar força dentro do clube. Kaká é o grande sonho para reforçar a equipe a partir de janeiro e a diretoria já começa a pensar em formas para viabilizar o retorno do craque ao Morumbi, de onde saiu em 2003 para defender o Milan.
O alto salário e o mercado na Europa tornavam a negociação impossível há algumas temporadas, mas o presidente Juvenal Juvêncio e vários outros diretores enxergam uma mudança de cenário que torna possível uma proposta para o ano que vem. O fator de maior otimismo é a permanência do atleta no Real Madrid, onde tem pouco espaço e deve perder ainda mais com a chegada do croata Modric.
Os dirigentes determinaram que começariam a aproximação mais incisiva se ele não fosse negociado. Assim que a janela de transferências se fechou, um diretor de quem é amigo particular ligou para Kaká e acenou com a possibilidade do retorno. Antes reticente pelo desejo de fazer valer o investimento feito pelo clube espanhol por julgar ter mercado na Europa, o meia se mostrou muito mais receptivo e não descartou a ideia.
A esperança aumentou com as declarações da esposa do jogador, Caroline Celico, de que se fosse para deixar Madri, eles iriam apenas para São Paulo. Ela também divulgou uma foto do filho Luca no Morumbi, estádio ''do time de coração do papai''.
Juvenal Juvêncio é um dos maiores entusiastas da negociação e aposta na proximidade de Kaká com membros da comissão técnica para convencê-lo a voltar. O meia tem muitos amigos no Morumbi e frequentemente utiliza as dependências do clube para treinar ou se recuperar de lesões. O dirigente monitora tudo e acredita que a contratação trará benefícios financeiros e também técnicos.
Preço salgado
Outro ponto pode ser determinante: o sonho de Kaká de defender a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014. Como dificilmente terá oportunidades com o treinador português José Mourinho e apenas mercados sem expressão manifestaram interesse em contratá-lo, o clube quer convencê-lo de que o retorno ao Brasil será uma oportunidade de ouro para convencer Mano Menezes a lhe dar uma chance.
Com o cenário a favor e dinheiro em caixa, os diretores pensam como fazer o negócio acontecer. O Real Madrid já avisou que só pretende negociá-lo por cerca 25 milhões de euros (R$ 63,75 milhões), quantia que o São Paulo não vai gastar. Uma possibilidade é um empréstimo por uma temporada. O salário também é um entrave, já que ele recebe 9 milhões de euros (R$ 22,9 milhões) por ano. O desejo de se desvincular pode baixar a pedida a um nível aceitável para os padrões brasileiros.
A negociação não é simples, mas o São Paulo sente que chegou a hora de Kaká voltar. E fará o possível para transformar o sonho em realidade.


