São Paulo - Por enquanto, nem mesmo a queda na semifinal da Copa do Brasil e as fracas apresentações nos jogos devem tirar Emerson Leão do cargo. A medida vai na contramão da política adotada nos últimos anos pelo São Paulo, quando eliminações geralmente custavam o emprego dos treinadores e comprometiam o planejamento de toda a temporada. Nos últimos três anos, Muricy Ramalho e Ricardo Gomes caíram logo após derrotas na Libertadores e Paulo César Carpegiani sobreviveu a poucas partidas após cair para o Avaí na Copa do Brasil.
A ideia da diretoria são-paulina agora é dar estabilidade ao treinador para ver se ele consegue recuperar a equipe no Campeonato Brasileiro, no qual o São Paulo ocupa a sexta colocação, com nove pontos em cinco rodadas. Caso ele não consiga, os dirigentes querem ter na manga um profissional com força suficiente para assumir o cargo.
O vice-presidente de futebol do São Paulo, João Paulo de Jesus Lopes, defende há tempos a contratação de um estrangeiro, mas o presidente Juvenal Juvêncio teme que o profissional não se adapte rapidamente ao País. O sonho do diretor de futebol Adalberto Baptista é o português André Villas-Boas, campeão português e da Liga Europa com o Porto e demitido do Chelsea no meio da última temporada.
A diretoria também não deve fazer grandes mudanças no elenco, que já foi reformulado para essa temporada. Juvenal procura jogadores para o meio-de-campo e, especialmente, para a zaga. O zagueiro Lúcio, atualmente na Inter de Milão, é desejado, mas o alto salário atrapalha. ''Está difícil, o Lúcio quer ganhar muito'', avisou o presidente.

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