Direção do Expoente diz que quer negociar com o Atlético
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quinta-feira, 06 de setembro de 2001
Fernando Tupan 
O Atlético Paranaense ainda não terminou a construção do Estádio Joaquim Américo, a Baixada, em Curitiba, porque o clube está sem dinheiro em caixa. Pelo menos esta é a impressão deixada pelo diretor geral do Sociedade Educaional Expoente S/C Ltda, que controla o Colégio Expoente, Armindo Angerer. O diretor alegou que não é a presença do Expoente no terreno vizinho ao do Estádio que está impossibilitando a conclusão do anel de arquibancadas.
''A escola não quer nenhum compensação financeira para sair do imóvel. Caso o Atlético se dispusesse a construir em outro terreno as mesmas edificações que temos atualmente, concordaríamos em sair. Em 97 chegamos a discutir a relocação do colégio, mas as negociações foram interrompidas. Recentemente reativamos nossas conversas, que não evoluíram'', disse Angerer, que insinuou ser dinheiro o maior problema para o clube concluir a obra.
As atitudes dos dirigentes deixaram a direção do colégio magoada, já que a pendência saiu do campo formal para cair no campo emocional. ''Nós estamos abertos para conversar. Já compramos um terreno de seis mil metros quadrados na proximidade''. Gil Justen Santana, do Departamento Jurídico nega que o clube esteja levando a pendência para este lado. ''Em nenhum momento o clube está tratando de modo passional o relacionamento entre as duas entidades'', justificou-se. O Atlético para concluir a nova Baixada precisa que o Expoente seja relocado para outro endereço. Como no Código Cível há uma lei que proíbe a relocação de colégios, o caso acabou nos tribunais. A disputa se arrasta desde 1997. Ambas partes julgam que estão certas.


