No teste em que Nigel Mansell deveria ser a estrela, em Barcelona, quem chamou mesmo a atenção ontem foi o pneu japonês Bridgestone. Pela manhã, com a pista molhada, eles permitiram que Pedro Paulo Diniz, com uma Arrows-Hart, conseguisse um tempo um segundo e meio melhor que o de Gerhard Berger, com Benetton-Renault, equipada com pneus Goodyear.
‘‘Eu ultrapassava o Frentzen (Williams) e o Irvine (Ferrari) como se eles estivessem parados’’, disse o piloto brasileiro, entusiasmado. À tarde, com o a pista seca, o maior avanço do carro da Benetton foi restabelecido e Berger fez o melhor tempo do dia, 1min19s664. Mansell andou só de manhã e de novo ficou em último. Com o asfalto molhado, Diniz foi o primeiro, 1min40s5. O segundo mais rápido, Berger, fez 1min41s9.
Mansell treinou só de manhã, com a pista molhada. Foram 16 voltas, sendo a melhor em 1min45s79, mais de cinco segundos pior que o tempo de Diniz. ‘‘Nos próximos dias decidirei meu futuro, estou deixando esse circuito com a nítida sensação de que posso voltar a pilotar’’, disse o campeão do mundo de 1992, que completará 44 anos em agosto. O dono do time irlandês, Eddie Jordan, limitou-se a comentar que ‘‘estabelecer uma boa marca em um teste é uma coisa, outra é disputar 17 corridas’’. Mansell nos dois dias foi o mais lento na pista.

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