Diniz critica as ondulações da pista
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segunda-feira, 24 de março de 1997
Livio Oricchio Agência Estado 
Luiz Prado/AEMundial 97O piloto Pedro Paulo Diniz dentro de carro fazendo reconhecimento da pista do Autódromo de Interlagos Para o piloto Pedro Paulo Diniz, da equipe Arrows-Yamaha, o asfalto de Interlagos continua o mesmo: está cheio de ondulações. É uma pena, os trabalhos de melhoria da segurança me pareceram bem-feitos, mas as irregularidades do piso prejudicam demais o ajuste dos carros. Diniz foi o único piloto que esteve ontem no circuito. Pouco antes dele, o delegado de segurança da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Charlie Whitting, inspecionou mais uma vez o traçado de Interlagos, sugerindo pequenas alterações.
Os equipamentos da maioria das equipes foi desembarcado ontem. Hoje começa a montagem dos carros. A Williams, campeã do ano passado, está ocupando os primeiros boxes de Interlagos. Na sequência, vêm Ferrari, Benetton, Tyrrell, Jordan, Arrows, Stewart e Lola. Os equipamentos das seis equipes restantes deveriam chegar ontem à noite a São Paulo.
Com um carro da organização, Diniz percorreu os 4.325 metros da pista, parando em alguns pontos considerados perigosos. A saída do Lago e a entrada da curva seguinte, o Laranjinha. Há também uma zebra na saída do Lago, onde bateu forte o Eddie Irvine ano passado, cujo formato permite que o fundo do carro bata nela, ocasionando a perda de direção. A causa do acidente com Irvine foi exatamente essa, segundo Diniz.
A ampliação de algumas áreas de escape, como a do Laranjinha, mereceram elogios do piloto. Uma fileira de pneus, próxima ao asfalto, na curva do Mergulho teve a aprovação de Diniz. Aqui é a zona crítica do circuito e essa idéia me pareceu boa. Ela no entanto teve vida curta. Whitting solicitou sua retirada ontem mesmo. O inglês disse que só amanhã falará com a imprensa. Ele elogiou o autódromo, dizendo-se satisfeito com o que viu.


